Sexta-feira, 30 de Setembro de 2005

Sonho Meu (IV)

… e foi mesmo mais forte do que eu. Beijei-o!


Naquele momento sentir os seus lábios de veludo, faz-me sentir tocar no céu. Fechamos a porta e encostamo-nos à parede. As nossas mãos ansiavam desvendar o corpo um do outro. Pareciam sequiosas, procurando no corpo um do outro a fonte de tanta paixão.


         Ele começou-me a tirar a camisa e beijou-me o corpo, ajudo-o a tirar a dele, o seu corpo emanava um suave a agradável aroma a jasmim.


 


         Tudo aconteceu muito rápido e no mesmo instante já estávamos, com os corpos nus, sobre a cama. Deitamo-nos e começamos a nos amar. Estávamos num estado de excitação máximo que foi colmatada com uma explosão de euforia.


 


         Já era tarde! Pedi para que passasse a noite comigo, vestiria algo meu, no dia seguinte. Acabou por concordar comigo. Passei a noite agarrado ao seu corpo, sentindo o seu cheiro estonteante. Passei a noite acordado a seu lado, não podia perder um único segundo desta beleza rara e em bruto, estou mesmo apaixonado, esperei tanto por um momento como este e quando pensava que já era tarde demais para mim, apareceu-me este miúdo fantástico.


 


         Entretanto, amanheceu. Levantei-me suavemente e beijei-o. Fui preparar um pequeno-almoço romântico. Chego ao quarto e já não o vejo na cama, vejo ainda que a passagem para a varanda estava aberta. Caminho até e deparo-me com a obra de arte mais perfeita, estava pensativo.


 


         - Bom dia! Em que pensas? – e roubo-lhe um grande beijo.


 


         Sinto-o um pouco diferente: - Que se passa contigo? …


(…)

publicado por diferentblog às 00:56
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2005

Sonho Meu (III)

Ele estava à porta da escola à minha espera. O meu coração parecia não aguentar de tanta emoção!


 - Estava a ver que não saias hoje! – disse-me ele.


- Que fazes aqui?


- Estou à tua espera, lógico! Ontem encontrei alguém tão pensativo na rua, trocamos algumas impressões e hoje descubro que é o meu professor, natural querer falar com ele não?


 


Sem palavras apenas dou um sorriso, por saber que era com ele que queria estar, a sua presença fazia-me bem!


 


Fomos para a minha casa, tomamos uma bebida lá na varanda. Aquele miúdo simplesmente fascinava-me no modo de falar. Tão belo, certo e linear no modo de descrever situações!


Passamos um final de tarde e de noite fantástico! Ofereci-me para fazer o jantar mas ele ajudou-me, prontamente. Sei que todas as pessoas têm defeitos mas este parece não ter! Ou quem sabe se o defeito dele é apenas não gostar de homens? Será que precisa, simplesmente, de falar? Não sei, neste momento não me encontro racional o suficiente para discernir estes aspectos.


 


Ao jantar continuamos a falar, trocar impressões com alguém da sua idade e com tal maturidade é demais! Ajudou-me a lavar a louça, aproveitei alguns momentos para segurar nas suas mãos. Eram macias, quentes e certamente não existiriam iguais. Este desejo enorme de lhe perguntar algo mais sobre ele era arrasador, devastador, estava a tomar conta de mim. Queria tê-lo nos meus braços mas não podia fazê-lo sem saber se ia querer.


 


Já começava a ficar tarde e o Pedro quis ir para casa, ofereci-me para ir pô-lo mas opôs-se, disse que apanhava um autocarro.


 


- E amanhã, como fazemos? – pergunto.


- Como fazemos em relação a quê?


- Nós estivemos hoje aqui juntos, falamos, somos conhecidos!


- Na escola somos aluno e professor, nada além disso…


- Sim, tens razão, desculpa.


- Bem até manhã!


- Espera… - digo. Agarro-lhe na mão e …


(…)

publicado por diferentblog às 15:31
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Domingo, 18 de Setembro de 2005

Sonho Meu (II)

Não podia ser, era quase que impossível ser quem eu estava a pensar.


Levanto o meio olhar sobre os óculos, e vejo aquele rosto, aquele sorriso que me marcou e acima de tudo, ele estava ali mesmo. Os nossos caminhos, voltaram a se cruzar e pelo menos durante um ano lectivo estaríamos juntos.


Será que ele conseguia usar a alma para desenhar, mal podia esperar para ver os seus primeiros traços, vê-lo pegar no pincel, acima de tudo ver a sua dedicação.


 


Continuava ele a sua apresentação: - … nos meus tempos livres, gosto de ir para perto do mar e dispor de uma boa companhia, para falar, perco-me horas quando a outra pessoa é boa comunicadora!


 


Nesse momento, quando termina a sua apresentação, dou um ligeiro sorriso como sinal de gratidão e que o prazer era mútuo. O toque soa e os alunos saem, agarro nas minhas coisas e deixo-o sair, não consegui dirigir-lhe uma única palavra, simplesmente o meu tímido olhar cruzou-se com o dele e ficamos por aí.


 


Isto nunca me tinha acontecido antes, devo confessar que me deixou num estado meio desconfortável, não sei como reagir perante isto. Passei o dia, nas nuvens, com vontade de voltar a estar a partilhar aqueles momentos. Não sei de que haveria de falar mas arranjaria um tema. Passo pela secretaria, onde estão afixados os horários de todas as turmas… 12º23 … procuro e encontro, saiu há 3 horas atrás, estaria no bar ou na biblioteca? Não podia permitir que esta dúvida continuasse, infelizmente não estava. Que queria eu, que esperasse por mim à porta da escola? Claro que não, tem 22 anos. Deve ter amigos com quem sair e às tantas namora.


Que loucura é esta que me vai na cabeça? Não sei nada sobre ele, nem sei se é homossexual. Não posso permitir que esta ilusão cresça mais. Vou apanhar com a porta na cara e nessa altura vou compreender que esta atitude não é a mais correcta!


 


Acabou de dar as minhas duas aulas e vou sair da escola, tenciono ir para casa, tomar um bom banho e depois, depois quem sabe se vou até à praia, na esperança de encontrar o Pedro.


Mas algo não me permitiu que isto acontecesse.


(…)

publicado por diferentblog às 01:43
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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2005

Sonho Meu! (I)

         Haviam passado 33 anos de vida, vi, imensa, areia escapar-se por entre as minhas mãos. Muitas pessoas passaram por mim, umas pararam porque tiveram curiosidade em descobrir-me, outras já não. Mas mesmo aquelas que pararam, rapidamente esquivaram-se e fiquei de novo sozinho.


         Tem dias, que acordo assim, dias em que a dor me assola a alma. Penso porque é que a vida me pregou tantas partidas como estas. Será que fiz assim tanto mal? Não sei mas só o tempo me poderá dar esta resposta!


 


         Começava mais um ano lectivo, eu sou Professor de Artes e mais um ano, com as, difíceis, turmas do secundário me esperava.


 


         Um dia chato, cheio de apresentações que nem sei para que servem, só para queimar aulas, conhecemos os alunos aos poucos, ao longo do ano, não num dia!


 


         Saiu da escola já passam das 18h, fui ver o mar. Gosto de me passear, ver o mar bater nas rochas sento-me ali e deixo o tempo passar, queria poder esquecer-me do tempo e ficar por ali.


 


         - Precisa de conversar? – Ouço.


 


         Era um rapaz, devia ter cerca de 23 anos. Não o conhecia mas a sua cara não me era desconhecida.


         O mais incrível é que eu comecei mesmo a falar, falei como se já o conhecesse a algum tempo. Realmente é bem mais fácil, falarmos do que nos vai lá dentro com pessoas que mal conhecemos.


         Ficamos ali horas perdidos, foi muito bom mesmo! Sai sem qualquer sensação de mágoa ou angústia, como estava antes.


 


         Deu-me uma vontade enorme de lhe pedir o número de telemóvel para podermos falar mais tarde:


         - Queres trocar o número de telemóvel?


         - Para quê? Se os nossos caminhos foram criados para serem cruzados, vamos voltar a nos encontrar por aí.


 


         Virou-me as costas e partiu, pouco depois tinha desaparecido completamente na escuridão da noite. Fiquei pasmado com tamanha maturidade, devia ter vergonha de com a minha idade não ser tão racional como ele o foi.


         Agarro nas minhas coisas e vou para casa. Acabei por me deitar com a dúvida de quando o voltaria a encontrar, precisava mas não sabia como.


 


         7:30, o despertador toca e lá estou eu a preparar-me para mais uma jornada, mais um dia de apresentações.


         A turma de 12º está a fazer a apresentação e nem lhes presto atenção, pego no papel em branco e finjo tirar algumas anotações…


 


         - Sou o Pedro, tenho 22 anos…


 


         Aquela voz fez-me arrepiar por completo, parecia-me tão familiar mas não queria acreditar. Fiquei completamente parado, não me conseguia mexer.


(…)

publicado por diferentblog às 16:48
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Sábado, 10 de Setembro de 2005

Desculpem!

Olá!


Quero pedir desculpa pela falta de actualização ao Blog, prometo ser breve!

publicado por diferentblog às 00:46
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